[Libro completo] Brasil y el capital-imperialismo. Teoría e historia

¿Cómo pensar los saltos gigantescos en la escala de la acumulación ocurridos desde la segunda guerra mundial hasta hoy en día? ¿Cómo se combinan en la actual forma social del “capital-imperialismo” la concentración del capital con las nuevas expropiaciones? Recuperación y discusión de la teoría del imperialismo de Lenin desde la actualidad del capitalismo mundial. Reexamen de la teoría marxista de la dependencia de Ruy Mauro Marini.



¿Cómo pensar los saltos gigantescos en la escala de la acumulación ocurridos desde la segunda guerra mundial hasta hoy en día? ¿Cómo se combinan en la actual forma social del “capital-imperialismo” la concentración del capital con las nuevas expropiaciones? Recuperación y discusión de la teoría del imperialismo de Lenin desde la actualidad del capitalismo mundial. Reexamen de la teoría marxista de la dependencia de Ruy Mauro Marini. Polémico análisis sobre la formación social del Brasil contemporáneo y de América Latina.

SUMÁRIO

Apresentação 7

Introdução 11

Capítulo 1 – Para pensar o capital-imperialismo contemporâneo: 21
concentração de recursos sociais de produção e expropriações
Marx – concentração de capitais e expansão das relações sociais 22
capitalistas: as bases do capital-imperialismo
O lado oculto da concentração – as expropriações 39
Debates teóricos 62
1 – David Harvey: espoliação ou expropriação? 62
Há “lado de fora” do capital?
2 – Qual o papel histórico da expropriação? 74
3 – Expropriação como anseio proletário? 80
Expropriações, proletarização e semiproletarização 84
na América Latina

Capítulo 2 – O imperialismo, de Lenin a Gramsci 99
A conturbada aurora do século XX – monopólios, crise social 99
e imperialismo
Gramsci e a organização sóciopolítica da dominação 115
capital-imperialista
Estado e sociedade civil na tradição liberal 123
Críticas ao par ambivalente Estado e sociedade civil 128
Gramsci e o Estado ampliado - dos interesses imediatos aos 131
aparelhos privados de hegemonia

Capítulo 3 – A espiral capital-imperialista 145
Capital-imperialismo 147
Da união íntima à condensação da pura propriedade 155
Forjando o capital-imperialismo 164
A teia capital-imperialista 170
As encruzilhadas das lutas de classes e dos movimentos sociais 176
Reconfiguração capital-imperialista, velhos e novos problemas 191
Anotações sobre o parasitismo e o rentismo 200
Capital-imperialismo: alguns desdobramentos e questões 204

Capítulo 4 - Contra a ditadura: luta de classes e sociedade civil 215
no Brasil capitalista (1970 - 1980)
Um Estado ampliado e seletivo 218
Sociedade civil, lutas de classes e luta teórica 222
Lutas de classes e aparelhos privados de hegemonia: 230
ONGs e conversão mercantil-filantrópica
Sociedade truculenta, Estado seletivo, serviços públicos truncados 244
Sociedade civil e corporativismo

Capítulo 5 - Lutas de classes e sociedade civil na década de 1990: 255
o que muda da Abong às Fasfil?
Preparando o terreno 258
Da cidadania da miséria à miséria da cidadania 267
Da desigualdade à pobreza “excluída” - a nova pobretologia 273
no Brasil
Abertura internacional e cosmopolitismo 278
Que Estado e que democracia? 280
A Abong reduzida a uma ponta do iceberg Fasfil 283
Empreendedorismo e expropriações: cidadão pobre 290
e voluntário oferece trabalho
Capital-imperialismo e suas contradições na existência social 298

Capítulo 6 – O Brasil capital-imperialista 303
Burguesia nacional? 309
Revoluções passivas e fuga para a frente: lutas de classes 315
e democracia
Dependência, concentração de capitais e mercado externo 327
Capital-imperialismo brasileiro: manifestações 339
No compasso da política capital-imperialista – apassivamento 346
e democracia

Capítulo 7 - Capital-imperialismo brasileiro – controvérsias 351
e novos dilemas
Ruy Mauro Marini - tributo e polêmica 351
Novos dilemas e desafios 359
A luta continua 368

Referências bibliográficas 371

APRESENTAÇÃO

Este livro resulta de vários anos de pesquisa e docência profissional,
sempre atuando numa dupla interface: Teoria e Filosofia da
História e História do Brasil contemporâneo. Sou grata às instituições
que favoreceram este trabalho, como a Escola Politécnica de
Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), da Fiocruz, primeira instituição
pública (e já trabalhei em diversas delas) onde me sinto à vontade e
como um peixe n’água, na luta comum em defesa de princípios
universais e públicos. Isabel Brasil Pereira, Cátia Guimarães, Marcela
Pronko e, desde há muito, Lucia Neves foram interlocutoras imprescindíveis,
assim como contei com a enorme paciência e amizade do
Grupo de Pesquisa em Epistemologia. Sou também grata à Pós-
Graduação em História da Universidade Federal Fluminense (UFF),
principalmente através das turmas nas quais se iniciaram os debates
fundamentais para este trabalho, que contaram com a participação de
vários colegas que, como eu, perseveram na militância acadêmica e
intelectual. Reunimo-nos no Núcleo Interdisciplinar de Estudos e
Pesquisas sobre Marx e Marxismo (NIEP-MARX) da UFF, espaço
privilegiado de interlocução rigorosa e amistosa. Aos pedacinhos, este
livro foi debatido no Grupo de Pesquisa e Orientação (GTO), e nele
recolhi preciosas contribuições. Os amigos Sara Graneman, Ana
Garcia e Pedro Campos, do Grupo de Pesquisas sobre o Imperialismo,
fornecem o alento e a seriedade intelectual da qual espero estar à
altura.
Não poderia faltar menção especial ao Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que há vários
anos apoia os desdobramentos complexos desta pesquisa.
Tenho, entretanto, uma dívida e gratidão fundamentais com os
movimentos sociais, a começar pelo Movimento dos Trabalhadores
Rurais sem Terra (MST) e a Via Campesina, além de inúmeros
movimentos populares urbanos e rurais, assim como alguns partidos
que, teimosamente, resistem de maneira anticapitalista. Com eles e
por seu impulso, ousei ir além dos limites nos quais tendem a se
encerrar as carreiras universitárias, experimentando não apenas
fermentar uma área de estudos com a outra, mas uni-las de forma
decidida com minha própria existência. A aproximação com a
militância de movimentos sociais, de sindicatos combativos, de
partidos de esquerda anticapitalistas e de inúmeros amigos e amigas
(inclusive os da família) que continuam vivendo de maneira coerente
é um alento raro, gerador de sentidos múltiplos e densos, ao lado de
uma permanente e vivificante tensão entre o pensar, o agir e o ser,
além de fonte de amizades eternas.
As ideias aqui expressas são de minha responsabilidade. As
hipóteses adotadas não contam com o beneplácito ou a concordância
de tais instituições, movimentos, partidos e amigos imprescindíveis.
Com eles, vivi o debate franco entre companheiros; a capacidade de
discordar frontalmente, mas esgrimindo argumentos sérios e não
apenas citações de autoridade ou soluções rebaixadas em função de
alguma premência institucional ou de preguiça intelectual. Em
suma, reencontrei com eles a militância intelectual e prática como
uma enorme exigência de rigor, de dever, de seriedade e de prazer.
Meu compromisso, neste trabalho, é cooperar para a luta mais ampla
– que resulta muitas vezes de um grande conjunto de reivindicações,
de acões parciais e por vezes fragmentadas –, mas que, mesmo
ocasionalmente confusa, se volta para a emancipação da humanidade,
aberta para sua plena historicidade. Tenho a plena convicção de que o
capital-imperialismo é uma tragédia para a humanidade e, em especial,
para esse cantinho da humanidade que é a América Latina e, nela,
para o povo brasileiro. Procurar desvendar suas origens e modos de
funcionamento é o objetivo deste livro.

Grande parte do material que constitui a base deste livro já foi
publicada , porém de forma bastante diferente da que aqui figura. Esta
pesquisa, árdua e inquietante, teve vários de seus momentos publicados;
entretanto, não ficava necessariamente claro para os leitores o
quanto cada um desses artigos ou capítulos levados a público conservava
estreita relação com o conjunto de minhas averiguações.
Agora, todos os artigos foram retomados e profundamente modificados,
em alguns casos totalmente reconstituídos, de maneira que o fio que conduzia
a pesquisa original se tornasse explícito e traduzisse
não apenas o extenso percurso das inquietações, mas sua
interconexão. Os materiais de pesquisa previamente publicados, que
em razão de sua divulgação parcial deixavam à sombra o tema fundamental
que me animava, constituem a base, mas se encontram agora
dissolvidos no interior de uma pesquisa maior que une todos os
capítulos do livro. Essa é a aposta desta pesquisa e do trabalho que
venho empreendendo há vários anos. Espero que este livro seja capaz
de explicitá-lo.
Finalmente, agradeço aos que editaram os materiais prévios,
agora modificados, e que gentilmente autorizaram sua republicação,
sabedores das profundas alterações a que foram submetidos: os amigos
e editores da revista Crítica Marxista (n. 26, 2008) e da revista Outubro
(nº 17, 2008). Agradeço, também à Escola Politécnica de Saúde
Joaquim Venâncio e à Editora Fiocruz, que permitiram a retomada dos
capítulos que integravam os livros resultantes de dois formidáveis
seminários promovidos pela EPSJV, o primeiro organizado por Júlio
Lima e Lúcia Neves, Fundamentos da Educação Escolar no Brasil
Contemporâneo, em 2006, e o segundo organizado por Gustavo Matta e
Júlio Lima, Estado, Sociedade e formação Profissional em Saúde, em 2008.
À Fundação Rosa Luxemburgo, que aceitou de bom grado as
modificações e republicação do capítulo que integrou o livro Empresas
transnacionais brasileiras na América Latina: um debate necessário,
editado em 2009. À Isabel Monal, de quem tenho o enorme orgulho de
me considerar amiga, que não opôs obstáculos à publicação das
transformações realizadas em artigo encaminhado para a revista Marx
Ahora, La Habana, em 2009.

En el siguiente link se puede descargar el libro completo haciendo click en: Acesse o Livro na íntegra

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